sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro.....


Campos foi tudibom!!!
Dias perfeitos para quem queria fugir do calor e do carnaval.
Tranquilidade absoluta.

Clima perfeito para preparação.....estamos na reta final! Quinta quimio na próxima terça, isto é, se o exame de sangue que fiz hoje permitir (resultado só na segunda).
Mas estou tranquila.....Afinal: TODAS (eu disse T O D A S!!!) as coisas concorrem para o BEM, daqueles que amam a Deus!!!!

Beijos amados

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Não pise na grama e Não beije na boca!





Costumava dizer que fora a impossibilidade de vida e não a ausência de amor que nos separara.
Havíamos nos conhecido pouco mais de um ano após uma dolorosa separação, a minha. Longas conversas, troca de poemas, segredos, confidências e a descoberta de uma alma sensível do outro lado da tela, o quê durou alguns meses, até que decidimos pelo encontro.
Quando aconteceu, foi como se nos conhecêssemos há séculos e, o que acontecia apenas em palavras tomou forma.
Sempre que falo sobre essa fase, digo que ele foi um divisor de águas, do tempo na minha vida. Sei de mim antes e depois dele, apenas isso. Diria que não apenas permitiu como estimulou o desabrochar (bonito isso, não?) da mulher que morava em mim, não aquela que andava pela casa, cuidava dos filhos e do marido, mas a que eu via, apenas eu, quando me olhava no espelho.
Quando nos separamos, apenas fisicamente, um ano depois, falei isso pra ele, que me respondeu: “Não fiz nada, esteve tudo sempre aí....só faltava florir”.
Por mais de dois anos, foram apenas os poemas, algumas frases trocando notícias, raríssimos telefonemas, e qualquer possibilidade de encontro rejeitada.....era preciso respeitar a impossibilidade da vida.
Bem, mas a vida..... a vida a gente sabe como é: reserva surpresas.
Um dia, chega um email: um curso aqui na cidade, seria possível um encontro??
Há certas coisas que o tempo não muda.
Fui buscá-lo final de tarde de um sábado.
Quando entrou no carro, beijou aquele beijo de cumprimento, como se nos tivéssemos visto no dia anterior, fiquei imaginando até que seria pelo hábito, um descuido,...fez brincadeiras, como sempre.....o tempo não havia mudado nada.
Como nada??? Pintei os cabelos, vc não notou????
Não conhecia a cidade, e disse: Estou em suas mãos, vc é a anfitriã!
Escolhi um dos lugares que mais gostava na cidade. Um bar/choperia, instalado em uma casa antiga, restaurada, com um jardim lindo e um cão maravilhoso como mascote.
Sabia que ele iria gostar.
Final de tarde, noite caindo, luzes do jardim começando a serem acesas, e a conversa rolando solta, alegre.
A vida acabara de tornar possível o reencontro. Coisa especial essa possibilidade, quantas pessoas tem esse privilégio? Nós tivéramos. Foi impossível ficar indiferente a emoções que o reencontro trazia.... olhos nos olhos, as mãos a se tocarem de leve....
A noite chegou mansa, as luzes acesas. E
Estávamos praticamente sozinhos naquele lado do jardim, apenas uma mesa mais adiante com uma família, o casal e duas crianças.
O clima era propício..... a saudades, as lembranças, a proximidade.....impossível resistir.....um beijo.....outro beijo.....mais um, daqueles que a gente vai de mansinho, sente a mão na nuca, fecha os olhos e...sonha.
Até que ouvimos: Com licença..... Licença??? De onde vinha aquilo?? Interrompemos o beijo.....o clima....o sonho....
A garçonete estava parada em nossa frente, nos olhando (a mim pareceu que com certa satisfação) como se fosse a coisa mais natural do mundo interromper uma casal, que troca beijos!
Fiquei pasma, mas ela continuou impassível: É que acontece o seguinte, é proibido beijar aqui.
Não, eu não estava ouvindo aquilo, era um pesadelo. Mas ela insistia: São ordens. A casa é familiar, e os beijos podem constranger as crianças.
Sorri, completamente sem ação, sem noção, sem chão. Claro, tudo bem. Só faltou pedirmos desculpas.
Mal conseguia olhar para ele, de tão envergonhada que estava. até que.....espere um pouco! Como é que é?? Não pode beijar??? Céus, mas onde estamos??
Isso mesmo, não se pode pisar na grama, nem beijar na boca nos jardins da choperia!!!!!
Sentia-me ridícula, uma senhora,com mais de quarenta anos (também não direi quantos acima....), advogada, respeitada, mãe de duas moças, ser interpelada por uma jovem, por estar trocando beijos.... eu disse BEIJOS!!!
Ficamos tão constrangidos, que não nos restou alternativa senão pedir a conta e sair dali.
O responsável pelos beijos, divertia-se com minha indignação: Já sei vc não vai ficar calada, não é??
Num esforço para entender a situação, pedi que a conta fosse trazida pelo gerente da casa, o que aconteceu depois de certa relutância por parte dos funcionários. Comentei o ocorrido e, que como frequentadora antiga da casa, estava constrangida.
Foi a mesma explicação: “pode constranger as crianças”.
Olhei a única mesa ocupada nas proximidades,a família continuava lá, onde já havia alguns copos de chopp vazios sobre a mesa, e disse com o gerente: O senhor certamente tem razão!
Certamente não valeria a pena argumentar com ele, com certeza ele acreditava que era mais correto nos constranger por trocarmos beijos, do que aos pais que bebiam na frente dos filhos.
E saímos dali,onde era proibido pisar na grama, beijar na boca e permitido beber à vontade!
Mas o momento merecia mais que proibições, saímos em busca de um lugar onde fosse permitido beijar, e achamos!E o encantamento voltou, agora, sem restrições.
E recomendo: Crianças, pisem na grama......beijem muuuuuito na boca, e esqueçam as bebidas alcoolicas, e sejam felizes!!!!

(Esse texto foi escrito há uns 5 ou 6 anos. Resolvi postá-lo, depois de tanto tempo, por saber, neste ultimo final de semana, que hoje em dia, uma parte do casal em questão, esta feliz, apaixonado e, pode beijar em qualquer lugar.Be happy, honey!!!)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Oi, Linda! ou O quê é um nome?



Sabe aquela cena de Romeu e Julieta, quando ela, já apaixonada (tolinha..rs) e após descobrir que o objeto de seu amor, é inimigo fidagal de sua família, questiona a importância ou não de um nome, já que ambos estão apaixonados, tipo assim:

"Oh, Romeu Romeu.. Pq tinha de ser Romeu?
Renega teu pai, rejeita teu nome.
Ou então, Jura que me tens amor,
e deixarei de ser uma Capuleto..."


Pois hoje eu tô pra dizer que acho importante, é muito, um nome!
Claro que não estou aqui me referindo a sobrenomes quatrocentões, aqueles que se vangloriam de ter cinco ou seis sobrenomes, comprovando a descendência de famílias importantes.
Quero falar dos nomes que damos às pessoas que fazem parte de nossas vidas.
Por exemplo, não há uma explicação lógica para o fato de a minha filha Patricia chamar sua amiga Ana Paula, que se conhecem a bem uns 13 anos, de ZÉ. É isso mesmo, chamam-se, uma a outra de Zé, e o que era uma brincadeira, acabou pegando. Outro dia no meio de uma festa, a Ana de longe, chamou a Patty: ô Zé!!! Claro, a Patty atendeu, e ninguém mais entendeu!!
Mas esse não é o único nome que ela e suas amigas se reconhecem, tem também: Kabeça, Zóio, Tupicio e Fórfinho (essa eu amo de paixão). São todas essas aí da foto!
Claro, é uma brincadeira entre elas. Mas também é uma forma especial que escolheram de se reconhecer.
Acho uma graça, me divirto com elas, e fico também admirada, porque são amigas há muitos anos, estudaram juntas, mas hoje são profissionais formadas em áreas diferentes, e continuam amigas e seus "nomes" permanecem.
E são nomes especiais, mais que os escolhidos pelos seus pais, foram escolhidos por amigas, por razões diversas, mas carinhosas, que acabaram por marcar suas vidas.
É por isso que não entendo, e fico muito brava (nem todos meus genes ruins foram destruídos pela quimio!), é quando alguém chama a mim de: linda!
Bom, primeiro que não sou, segundo que estabelecem esse "linda" como nome padrão, nivelam e igualam a TODAS as mulheres. Como se não fossemos seres únicos e especiais.
Ou talvez por conhecerem tantas, seja uma maneira fácil de não errar o nome na hora de chamar por uma delas.
Entendo que sejam pessoas superficiais, distraidas, que não conseguem estabelecer com outra pessoa ligações sinceras, que resultem em cumplicidade, afinidade e amizade.
Só é pior quando nos chamam de "Ô tia, vai levar o tomate??" ou então aquela secretaria, mais para "secretina": "Vc pode aguardar na linha, querida?" e tantos outros nomes que rolam por aí sem o menor significado.
Portanto, discordando (guardada as devidas proporções) da querida Julieta x Romeu, um nome é importante SIM.
Meus amigos, na sua maioria, têm nomes especiais que lhes dei. Todos sempre por uma razão especial, porque são especiais, cada um com sua própria característica.Tem a Ly, a Esther Maria, a Lalá, o Coração, o Bebê, o Bé, o Rabuja.....
E eu também recebi nomes especiais dados por eles, para uns eu sou Tâ, Tan, Nanica, Peste, Tan tan, Taninha, até de Boba - Lerda - Zureta, mas sempre com muito carinho!!!!

Ah, Julieta.....se vc num tivesse cometido o desatino de tomar aquela poção que te deram, além de ter ficado viva e curtido seu amor, dava vc a ele, o nome especial que quisesse, mesmo que fosse Romeu.

What's in a name? that which we call a rose,
By any other name would smell as sweet.
William Shakespeare

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Insônia ou Noites Sem Sol


"Ouvi dizer que são milagres, noites com sol..."
Adoro essa música do Flávio Venturini, já ouvi um milhão de vezes e não me canso.
Bom, se ele "ouviu dizer" que são milagres, é porque o milagre não tinha ainda acontecido com ele, certo?
Elas são comuns na minha vida. Noites sem sol nenhum! São noites de insônia, que passo, esperando que o dia se torne de sol.
Parece meio trágico, né? Mas não é. Não me fazem tão mal assim, e sou capaz de passar o dia todo bem, embora não tenha tido uma noite inteira de sono.
Geralmente, durmo um primeiro e rápido sono, e aí, do nada, meus lindos olhinhos castanhos abrem e se recusam, terminantemente, a fechar novamente.
Olho o teto, às vezes ligo a tv,pego um livro, mas na maioria das vezes, faço o quê todos fazem nessa situação: Começo a pensar. E o pior pensar nos problemas e tentar encontrar soluções, tomar decisões.
Acho que foi a Cora Coralina (escritora/poetisa) que disse, em uma entrevista, que deveríamos ter ao lado da cama papel e lápis, para anotar tudo o que lembramos, pensamos, as ideias que nos surgem durante a noite, porque são as melhores.
Ainda não fiz isso, mas deveria, porque eu, insone, resolvo problemas, tomo decisões brilhantes, que no dia seguinte, não lembro mais. Um desperdício!!
Essa noite, aconteceu isso. Mesmo tomando minha "balinha" pra dormir, e tendo ido pra cama à meia noite, as duas da manhã estava acordadérrima, até agora 6:00. Pode ser que tenha, a insônia, alguma coisa a ver com a quimio, a quarta, que fiz ontem.
E resolvi, modernamente, seguir o conselho da Cora Coralina e, anotar as minhas decisões, tomadas lá pelas três ou quatro da manhã, ou seja, postar aqui no blog. (Tenho esperança de ficar famosa com meus posts, como meus amigos blogueiros que tem link aí do lado).

São duas:

Primeira: Decidi declarar meu amor. É isso mesmo, escrever, ligar, procurar por ele, o que seja, mas tornar claro, pra ele, é óbvio, meu amor. Mas também, para não assustá-lo, dizer que ele não precisa se preocupar por não corresponder, ou ter que tomar qualquer decisão relativa a isso agora. Vou lembrá-lo que estou no hangar (para lá que vão os aviões, que precisam de reparos,não é?), e até que os técnicos/médicos me liberem, não vejo possibilidades de grandes vôos, terei mesmo que ficar no chão, com pés, digo, pneus bem fincados.
Mas vou me declarar claramente, assim, bem redundante mesmo. Preciso fazer isso, muito mais por mim, do que por ele. Porque gosto de estar apaixonada, me faz sentir viva (que novidade..)E esse amor, ainda que unilateral, me faz um bem enorme, e deve ser declarado, quem sabe ele não precise de "Noites com Sol"? Claro que seria ótimo ser correspondida, mas, o simples fato de ter consciência da minha capacidade de amar, me faz mais feliz, e estar mais feliz, me faz muito bem e estando muito bem, aumento minhas chances de sair logo do hangar.
E quando sair do hangar,e puder voar pra vida....quem sabe?

Segunda
: Hoje mesmo vou comprar uma cama para a Thais! Desde que o pai dela veio ficar conosco, por conta de ajudar nas questões práticas do meu tratamento, ela tem dormindo ora na minha cama comigo, ora em um colchão no chão do meu quarto.
Sua recusa em dormir no quarto dela com o pai, é compreensível, ele ronca. Já no quarto com a irmã, nem tão compreensível assim, até agora não entendi! Prefere mesmo o meu, ainda que eu tenha noites como essa de hoje, atrapalhando o soninho dela.
Bem, o sol nasceu....e já entra pela minha janela, tornando minha noite COM sol, até porque, ela ainda não terminou.
Estou voltando para cama. Tentar um soninho até as nove, depois tenho que ir trabalhar hj. Assuntos inadiáveis me aguardam.
Ainda que tenha anotado as decisões aqui, quem sabe se quando acordar vou me lembrar e ainda mantê-las, costumo esquecer, e também posso concluir que nem são assim tão boas. Vamos ver.
Bom, ao menos em relação a cama para a Thais, num tem jeito,vou ter que levar adiante!

Bom dia!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

SINAIS

Não, não vou falar sobre o filme do Mel Gibson (Apesar de que, a bundinha dele bem que merece, né???rsrs).
Nem sobre os de trânsito, esses são bem fáceis de identificar: proibido estacionar, curva perigosa, sentido obrigatório, velocidade máxima permitida 80km...etc...etc... (céus, minha carteira tá vencida!!!!).
É um assunto que, confesso, tem me incomodado nos últimos tempos.
Falo dos sinais que emitimos.
Desde recém nascidos, somos compreendidos por nossos sinais.
Quando o bebê chora, está com frio, fome ou, algumas, vezes doente.
Quando criança, o choro continua sendo um sinal, acrescido de bater de pés, quando não muito bem educadas, ou até silêncio e recolhimento.
Adolescentes tem os tais dos questionamentos, transgressões, demonstrados por roupas "diferentes", cabelos coloridos, piercings.
A dificuldade na leitura e emissão, se dá no momento em que começa o interesse pelo sexo oposto. Parece que dá um "tilt" na máquina, e eles se confundem todos.
E fico me perguntando por que isso acontece, por que passamos a "dissimular" nossos sinais?
Claro que no começo, no princípio de qualquer relação, os sinais são claros, tipo: olhares, frases, telefonemas, demonstrações de carinho.
No entanto, quando ocorre um "desinteresse", a coisa toda muda de figura....
Espera-se que o ser em questão, perceba nas entrelinhas, ou apenas "fique no ar".
Isso ocorre mais especificamente com as pessoas que se conhecem pela internet. Eu disse "mais", e não "só" na internet.
A net facilita conhecer muitas pessoas ao mesmo tempo, e fazer uma seleção natural entre elas, "deletar" é fácil, só clicar lá e, pronto, tá feito.
O que considero complicado, é a maneira com que se lida com isso.
Daí a importância dos sinais que mandamos.
A minha sugestão, para facilitar a vida, seria usar os sinais de trânsito:

Quem não estivesse disposto a ter alguém em sua vida, usaria: "proibido estacionar".

Sendo o interesse apenas de amizade: "estacionamento permitindo das 8 às 18hs".

Para quem quer só se divertir: "curva perigosa a direita!"

Os novatos, recem separados: "Velocidade máxima permitida 40km".

Gostou da idéia??? Ótimo!
Agora, para o bem da humanidade, e sanidade mental de todos......pega o livrinho, e reaprenda os sinais, e decida qual vai usar!
Caso contrário, estaremos sujeitos ao caos no trânsito das nossas vidas....serão "veículos" danificados, muitos sem possibilidade de recuperação e sem seguro que cubra, danos em terceiros e PT, ops.....leia-se "perda total" (nada a ver com partido político...rs)

É só uma sugestão!!!!!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A Revolta da Glicoproteína Ca 125

Título estranho?? Eu explico:

Que nós mulheres somos responsáveis pela perpetuação da espécie humana neste planeta (com pequena, porém efetiva, participação masculina), todos sabem.
E para cumprir tal missão, fomos equipadas com "instrumentos" próprios: útero, trompas e ovários.
Ocorre que, nem sempre dominamos o funcionamento desse equipamento, que por vezes toma as rédeas da situação e enlouquece, fabricando, por conta e risco (nosso), excesso de substâncias que acabam por criar problemas sérios.
Os tais dos ovários fabricam essa aí do título, que recebe o nome de Ca 125, não me perguntem a razão, talvez o google tenha a resposta.

O nível aceitável dessa glicoproteína (minha próxima cachorra terá esse nome, adorei!!), em um organismo saudável, é de até 35 U/ml.

Dia 10/10/08 o nível constatado no organismo desta blogueira que vos escreve, era de, nada mais, nada menos que 6.989,0 U/ml. Vamos combinar que, pouca coisa acima do normal, certo?
Foi nesse momento que, meu médico disse que minhas chances de NÃO ter câncer de ovário, eram de 5%.
É, fiquei mesmo foi nos 95%, constatados na cirurgia do dia 30/10.
Foi quando comecei minha luta. Minha????? Que nada!
Naquela ocasião escrevi um post que vou destacar uma parte:

"Por favor, não chorem por mim ou comigo!!!!
Briguem (mas não exagere, Emilio!), chamem minha atenção! Eventualmente se eu balançar, fraquejar durante a luta, gritem forte, alto.....me estimulem, jamais passem a mão em minha cabeça, concordando que é duro, difícil.
Sou movida a energia, a desafios, e é isso que espero, que me estimulem na luta, vibrem com minhas vitórias e não me deixem esmorecer em pequenas derrotas."


E foi o que aconteceu! Tive torcida organizada que muitas vezes entrou em campo comigo:
A família toda, sobrinhos, amigos, alguns mais próximos: Elisete se encarregou dos fitoterápeuticos: Aloe Vera (eca!!!!) e graviola;Michele veio do Canadá, e passou comigo os piores dias;Solange e Rubinho incansáveis; Neide com a cromoterapia; Emilio quase nunca brigando, e sempre se preocupando; Esther em promessa; Laene, vigiando; Léa velando e rezando; igrejas orando, tantas que nem sei o numero certo, mas tenho certeza de que Ele sabe.

Torcida de dar inveja ao SPFC e Corinthians, sem camisa ou boné personalizado.

Hoje, sexta feira 23 de janeiro de 2009, depois de três sessões de quimioterapia,
algumas dores,alguns quilos a mais e todo cabelo a menos, tenho novo resultado e o nível do tal Ca é: 521,0 U/ml. Mais de 80% de redução da danada da Glicoproteína!

Não é o final da guerra, eu sei, ainda temos que baixar esse número ao nível normal, para depois fazer nova cirurgia, mas sem dúvida ganhamos uma batalha. Na verdade estamos na metade, tenho exames e na terça, a quarta quimio.

Agradeço a todos e cada um, que de seu jeito, esteve presente até agora e, peço, não desistam, porque eu não vou desistir, e conto com a ajuda de vcs.

Agradeço as orações, e continuo contando com elas.

Agradeço a Deus, que tem me abençoado e a minha família, dando forças para enfrentar esse período, sendo certo que nos manterá até o final, a fim de que se cumpra a SUA vontade em nossas vidas.

E vamo que vamo.......que o tempo não para.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Quero colo, vou fugir de casa.....


Há algum tempo me descobri dona de meu próprio nariz.
Não saí na rua em passeata de protesto exigindo liberdade e igualdade a qualquer preço, a vida se encarregou de trazê-las pra mim.
Tenho me vangloriado do fato de resolver todas as questões, quer emocionais, profissionais ou financeiras por minha conta e risco, arcando, sem reclamar, dos prejuízos e sem alardear, os sucessos.
Nas questões afetivas, priorizei minhas filhas, meus amigos, meus (poucos)familiares. Claro que, em determinados momentos elegi algum amigo que mereceu uma atenção maior (tb num sou de ferro, né??rs) mas nada que comprometesse minha liberdade e individualidade.
Não sei explicar muito bem como, ou porque isso aconteceu. Talvez a perda de meus pais, e depois a separação tenham me feito criar essa "proteção" contra possíveis novas perdas.
E assim fui tocando a minha vida, até.....
Ontem.
Ontem me encontrei tão livre, tão "eu" tão só, tão orfã.
Procurando um abraço daqueles que envolvem a gente inteira, que nos fazem sentir protegida, confortável, com um ombro macio pra recostar a cabeça, fechar os olhinhos e ... "desabar", mas....nada!
Chorei por telefone pra amiga lá no Canadá, chorei no msn, lendo emails de amigos solidários, chorei no consultório da psicóloga e no carro, sozinha.
Mas não passou a vontade de colo, do abraço, do aconchego, do calor humano......
E pensar que ainda há quem saia (até de vestido...hehehehe) em luta armada em nome dessa tal de liberdade, individualidade e os kambaus!

Tudo bem, vai passar...quem sabe um chocolate, ou uma barra inteira ajudem, não dizem que supre a carência?

Fugir de casa, nessa idade.....é....não vai dar!!!!

(texto escrito em outubro/08)

domingo, 4 de janeiro de 2009

Ensaio sobre a Carequice


Nada como sentir na própria pele, no caso na cabeça, para entender melhor e respeitar certas imposições da vida, ou do tempo, se for o caso.
Como é sabido, a reação mais visível às aplicações de quimioterapia é a queda dos cabelos.
No meu caso, no 14º dia começou a queda, no 16º passei máquina zero.
E começou aí uma nova e estranha experiência pra mim.
Claro que já tive contatos com pessoas desprovidas de cabelos na cabeça! Algumas como eu, por reação química, e outras, tendo como causa o tempo, a genética e outras. Mas nunca havia parado para pensar no que era realmente, ser careca.
Achava engraçada aquela marchinha de Carnaval "é dos carecas que elas gostam mais...", até por não imaginar que razões "elas" teriam para essa preferência.
Confesso que muitas vezes fui cruel, ao fazer brincadeiras com indivíduos que tentavam suprir a ausência, com adereços nada simpáticos.
Lembro especialmente de um, que chegava ao trabalho e tinha que passar sob a janela do meu departamento e, quando eu estava lá, não continha o riso e comentários com demais colegas. Também, vamos combinar que ele dirigia com o vidro do carro aberto e, nem sempre, a peruca resistia no lugar certo, acabando por provocar situações inusitadas (na verdade, engraçadas mesmo!) Isso sem contar que, ele não tinha apenas uma, era eclético e gostava de inovar em cores.
E eu, no alto da minha sabedoria (?????), pensava e, não contente em pensar, falava: Por que ele não assume a careca e pronto??? Todo mundo já sabe que ele é!!!!
Pois bem, agora eu sei!!!!
Não se pode imaginar a transformação na vida de uma pessoa que se vê sem os seus cabelos, na cabeça!!!
Aqueles que vão perdendo com o tempo, tem a vantagem de irem se acostumando gradualmente, mas, mesmo assim, não ficam isentos dos transtornos.
No meu caso, como é repentino, o susto é grande!
Sem contar a falta de informações:
Como se lava a careca: shampoo ou sabonete? Tem shampoo pra cabelo seco, oleoso, liso, encaracolado, mas não achei um pra sem cabelo!
Seca com toalha ou secador??
Sabiam que ela sente frio? Calor? Transpira? Fica sensível pra caramba?
Que tem os engraçadinhos que, além das piadinhas, tipo: bola de bilhar, aeroporto de pernilongo, querem passar a mão, como se fosse a barriga do Buda, pra dar sorte?????
Querem dar beijinhos, como se fossemos bebes?????

Tudo bem que há alguma vantagem nisso! Tinha que haver, certo? ECONOMIA!!!

Economia de energia, o banho fica mais rápido.
Economia do shampoo, condicionador ou sabonete.
Economia de energia (traveis), porque mesmo que vc opte por secar com o secador, é bem mais rápido que secar cabelos.
Economia de tempo, as perucas estão (devem estar) sempre penteadas, prontas para o uso.

Por tudo isso, e mais um pouco, somos criaturas que merecemos respeito.

Inclusive aqueles (tipo, euzinha!) que passam a usar adereços, no intuito de "disfarçar" ou "amenizar" a ausência dos cabelos, tipo: lenços, faixas e perucas, que além de suportar todos os desconfortos que mencionei, ainda estão sujeitos a suportá-los sob perucas quentes, que muitas vezes se recusam a ficar no lugar.
Conselho 1: Nunca vire a cabeça muito rapidamente, ela pode NÃO acompanhar seu movimento!
Conselho 2: Sempre que passar por um espelho, pare, olhe, verifique se a "dita" esta no lugar, principalmente depois de abraços calorosos.......esses são fatais!

Mas respeito mesmo, merecem os carecas assumidos! Tomei-me de amores por eles! Digo, os carecas mesmo! Aqueles que assumem a carequice sem subterfúgios, ainda que, eventualmente façam uso de algum adereço (chapéus ou bonés), o fazem com charme e elegância. Sem dúvida são seres especiais, dotados de sensibilidade, compreensão, auto confiança e, geralmente: inteligentes.
Tem coisa melhor que homem inteligente???? (Tá....até pode ter, mas não estou falando disso!)
Conheço alguns que, além de inteligentes são extremamente charmosos, cavalheiros, espirituosos, "xerosos" e tantas outras cositas mas.
Ou seja, passageira ou definitiva, a careca é um diferencial a ser considerado com respeito e admiração por quem a assume, sem constrangimento e com orgulho.

Portanto aderi a musica e passo a tê-la como uma Ode, um Hino:
Nós, nós os carecas

Com as mulheres somos maiorais
Pois na hora do aperto
É dos carecas que elas gostam mais

Não precisa ter vergonha
Pode tirar seu chapéu
Pra que cabelo? Pra que seu Queiroz?
Agora a coisa está pra nós, nós nós...

E não ria, um dia pode ser vc!!!!!!!!!

domingo, 28 de dezembro de 2008

Caçadoras de Pipa


Vinicius tem umtexto sobre "Amigos" que eu adoro, principalmente a parte que diz:
" A alguns deles não procuro, basta-me
saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir
em frente pela vida."

Costumo dizer que sou privilegiada, pois tenho mais amigos do que posso contar nos dedos de uma mão. Amigos sinceros, daqueles que vc pode contar sempre, em qualquer situação.
Tive demonstrações das mais diversas nesse sentido, por conta dessa doença (por que a gente reluta tanto em dizer o nome da dita??? pois vou dizer), por conta desse câncer que me pegou desprevinida.
Foram muitas, mas duas em especial, quero contar aqui:

Conheço a Elisete há uns 30 anos (nossa!!!!), estudamos juntas na faculdade, demos todos os "pinduras" que tínhamos direito. Ficamos um período meio que afastadas, exceto por alguns contatos esporádicos. Eu me casei logo que terminei a facul e ela tocou a vida profissional. Alguns bons anos mais tarde nos reencontramos, ela como minha "chefe". E nossa amizade continuou, como se não tivesse o tempo passado. Algumas vezes ela me disse que eu era a "irmã" que Deus havia lhe dado, já que na família tem só o Kiko e o Valter.
Posso afirmar, com certeza, que ela tem sido muito mais que irmã. Sua preocupação comigo, sua ajuda, seu estímulo tem sido essencial no meu tratamento. Sua preocupação ultrapassa palavras, são ações, atitudes. Providencia remédios fitoterápeuticos, visitas constantes, telefonemas quase que diários. No dia que meu médico ligou e disse que a possibilidade de NÃO ser câncer era de 5%, foi pra ela que liguei, arrasada. Em poucos minutos, ela estava aqui em casa, pronta pra me confortar, estimular e consolar tb.

Conheço a Michele há quase tanto tempo quanto a Elisete. Trabalhamos juntas em um clínica na época que eu fazia a facul. A proximidade foi devido a nossa crença, ela menonita e eu presbiteriana, fora o "pelo no peito" dos homens, não sei muito bem qual a diferença (ela vai me matar ao ler isso....rs).
Fomos madrinhas de casamento uma da outra e agora, passados os anos, nos perguntamos se essa foi a causa de nossos casamentos não terem dado certo, brincadeira.
Há 16 anos ela mora no Canadá, e há 10 não nos víamos. Lembro que, quando do falecimento de meus pais, ela ficou sabendo e ligou pra mim, choramos e ela lamentou: "Como em um momento como este, eu não estou perto de vc?"
Foi sabendo do meu processo todo de exames e médicos via email, até que decidiu: "Desta vez eu posso estar perto de vc, primeira semana de dezembro estarei aí". E veio! E foram quinze dias deliciosos, conversamos muito, abrimos e fechamos nossos baús de lembranças, cuidou de mim no piores dias de reação da quimio, passeamos, tomamos café da tarde na Romana, e choramos como crianças no aeroporto.
Uma tarde, quando chegavamos em Hortolândia, ela, com sua inseparável câmera (coisa de gringo mesmo, né??), observou que sempre que tentava fotografar um menino soltando pipa, não conseguia. O Erik, seu filho mais novo, havia lido o livro, e ela queria mostrar a ele, como acontecia, de verdade. Vi algumas no céu, e falei: "vamos atras delas" . Ela não acreditou, e perguntou: Vc faria isso? Eu que estava dirigindo, e ela sempre se preocupava em não me cansar. Rodamos algumas quadras e achamos o menino que empinava a tal pipa, esse da foto.
E eu poderia ter respondido a ela, e tb a Elisete, como Hassan, o do livro: Por vc eu faria isso mil vezes.
Porque eu sei que somos, nós três, caçadoras de pipas, sempre dispostas a fazer pela outra, o que for preciso e quantas vezes for necessário.
Nesse momento quem precisa sou eu, e a disposição de vcs, em fazerem "até mil vezes" me anima a ir em frente, sempre e sempre.

Sentimentos como amor e amizade não se explicam, sentimos e só.



quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Quando Deus quer falar conosco....




Hoje recebi minha segunda aplicação de quimio.
Tive a companhia carinhosa da Patricia e da Michele, que como sabem, veio especialmente do Canadá para estar comigo.Dessa vez só oramos, sem choro. Saímos da clínica e fomos almoçar no shopping, e acabamos voltando pra casa bem no final da tarde.
Quanto a quimio, da mesma forma que a primeira, recebi bem, sem reações significativas, talvez um tiquinho de enjôo, mais nada.
Em casa, Thais me avisou que D. Maria Helena já havia ligado diversas vezes para falar comigo, mas não deixara nenhum recado.
Bom, primeiro é melhor eu explicar quem é a D. Maria Helena! É uma senhorinha muito gentil, que é minha cliente há quase 10 anos. Não, a culpa não é minha. Faço a regularização imobiliáia de dezenove imóveis doados a nove bebeficiários. Ela é uma dos nove. Como diriam meus colegas: é um embrólio.
Há uns três anos, eu e Dra. Vera, uma colega, trabalhamos juntas na solução da venda de uma gleba do tal embrólio, e de tão bem sucedida, os clientes ficaram nossos "amigos", como é o caso da D. Maria Helena.
Então (lá vou eu, Mi...rs), toca o telefone e, quem é??? Claro, D. Maria Helena! Contou que ficara muito triste qdo soube de minha doença, que estava orando por mim, e contou que havia no dia anterior ligado pra Dra. Vera, por conta de alguns dúvidas sobre questões jurídicas e, sugeriu de forma bem enfática que eu também deveria ligar pra ela. Agradeci seu carinho e atenção e, desligamos.
Vindo dessa forma, e de D, Maria Helena, não tive dúvidas, em seguida liguei pra Vera.

O Senhor Nosso Deus, tem maneiras maravilhosas de nos mandar respostas às nossas dúvidas, incertezas e indagações, de nos demonstrar seu amor, carinho e atenção.

A Vera ficou surpresa com a minha ligação, falei que D. Maria Helena havia me ligado e sugerido que eu ligasse pra ela. Perguntei se estava tudo bem com ela e seu esposo. E ela começou a me contar, vou tentar ser suscinta, se é que eu consigo:


A Vera tem CÂNCER DE OVÁRIO, como eu!
A Vera esta CARECA, como eu!
A Vera tem um médico, Dr. TORRES, como eu!
A Vera tem uma ONCOLOGISTA, que é a da EQUIPE da minha!
A Vera faz quimio na CLINICA RADIUM, eu também faço quimio na CLINICA RADIUM!

Isso mesmo, da mesma forma que eu, ela sofreu uma cirurgia, e não pode retirar o tumor por conta de sua extensão. Fez três sessões de quimio e teve uma redução de mais de 50% do tumor, fez mais três e seu Ca 125 (exame de sangue medidor do nivel da presença do câncer, que era, antes da cirurgia 1.600, esta em 6!!!!!!!!!!)
Agora em janeiro, fará a cirurgia para a retirada do tumor, e me disse feliz, que esta curada.E insistiu que essa vitória ela deve às orações de todos e de sua fé na obra do Senhor.

Por que tô contando tudo isso???? Ahhhhh...........porque apesar de toda força que tenho recebido, de vez em qdo a gente dá uma "baqueada" e Deus, esse Pai carinhoso e atento à minha carência e pequenez, usou minha querida D. Maria Helena e a Vera para me dizer, que Ele continua operando curas (A Michele disse uma vez que era o que Ele mais gostava de fazer, e pelo jeito, não mudou) e que eu também posso ser curada.

A Vera ESTA curada, eu também SEREI, me aguardem!!!!!

*"E por que andais ansiosos...???
Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam........Nem Salomão em toda a sua glória se vestiu como qualquer deles.
Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outras, mulheres de pequena fé."

* Tenho certeza que Papai do Céu autoriza essa pequena "liberdade ou licença literária".


domingo, 7 de dezembro de 2008

Semana de Niver.......


Então......foi uma semana e tanto!!!
Diria que foi uma montanha russa, mais altos e baixos, impossível!!!
Não garanto contar tudo na ordem correta, mas prometo tentar...
Comecei a segunda indo ao trabalho, que já havia retomado há alguns dias. No final do dia, ao tomar meu banho.....surpresa...(nem tão surpresa assim, né???) alguns fios de cabelo estavam na minha mão e não na minha cabeça!!!!!
Dia seguinte, véspera de niver: convite especial (irrecusável) para o almoço, ótimo.....adoro comemorar o niver, antes, durante e depois do dia. Vamos lá....banho e.......é...cabelos nas mãos, outra vez!!!
Almoço foi perfeito. Comida perfeita. Companhia mais que perfeita!!! Com direito a presente e presente (Flower by Kenzo), e abraço gostoso e beijo (muito) bom.
Fim de tarde, conversa marcada com a Juliana. Quando chego lá, passo a mão no cabelo e mostro pra ela: É, Tânia, talvez esteja na hora de .......E estava mesmo.
Saí de lá e liguei pra Dona Nenê, pra Elisete, peguei a Thais no trabalho e fomos pra Valinhos.
De presente de niver ganhei uma versão "Julia Roberts", a versão Tânia (feita com meu próprio cabelo), precisava ser finalizada pelas mãos da Dani.
Quarta feira, Happy birthday to me......trabalho pela manhã, presente, abraços e beijos.
Às 15:30hs, Dani me aguardava. Máquina três, corte na versão Tânia by D. Nenê.
Dani ficou muito emocionada, afinal ela havia cortado meus longos cabelos, e agora, dinovo os cortava, e na minha cabeça! É certo que D. Nenê fez um trabalho primoroso, mas vamos combinar que a Dani arrazou!!!!.
Saí de lá renovada, eles estavam de volta, de onde não deveriam ter saido.....nada como ter cabelos ao vento outra vez!!! (nem tanto vento assim, né???Caso contrário não consiguiria mantê-los na cabeça..rsrs)
Quinta foi normal, exceto pelo fato da casa estar uma zona, porque a "pequena" reforma iniciada na segunda continuava, e a ajudante do lar faltou!
Enfim, sexta feira...... Michele chegando, e lá fui eu, à la Julia Roberts.
A saudade batendo forte. Abraços, beijos, risos e choro.......Dez anos, mas é como se nunca tivessemos deixado de nos ver.....a amizade é a mesma, coisas importantes acontecidas nesse período nos fizeram mais próximas, mais fortes, se é que isso seja possível...rsrs
Sábado!!! Yeah.....Festa....Uebaaaaaaa.......
Hora do banho......e.....é.....quase todos nas minhas mãos e pouquíssimo na cabeça. Era esperado, mas mesmo assim, muito estranho!!!
Mais de trinta amigos queridos estiveram no local que escolhemos pra comemorar minha vida, todos tão amados, tão presentes nesses tempos difíceis.....a noite foi demais!!! Faltaram alguns, que perdôo, porque estiveram em pensamento, e no meu coração.
E assim foi a semana do meu niver.....amei cada minuto ( mentira, detestei alguns, sério!!!)
Agora, deixa eu contar uma coisa, cá entre nós.......não é fácil perder os cabelos.
Pense bem, se para os homens (alguns) é complicado, imagine pra nós, mulheres, que contamos com eles como parte essencial de "acessório de beleza". Confesso que quando me olho no espelho, acho muuuuuito estranho, esquisito e até feio. Mas, no geral, não constumo passar o dia na frente de um, então, quando estou comigo, e SEMPRE estou comigo, de Julia Roberts ou Tânia by D. Nenê, procuro me reconhecer, e ainda consigo.
Espero continuar a ser eu mesma, em qualquer das versões que eu use. Afinal, essa mudança não esta prevista dentre aquelas causadas pela quimio, está?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Mudanças II - a reação




E veio a quimio!!!!!
Depois de muita confusão, pra variar.
Essa coisa de plano de assistência médica é algo assustador. Vc só realmente descobre que é uma droga, depois que paga anos e precisa usar "de verdade". É tipo assim: o pedido não chegou, embora tenham informado que ele foi enviado há 5 dias, a aprovação demora 3 dias úteis, e a quimio tá marcacada pra ontem. Enfim, ninguém sabe, ninguém viu.
Até que a Patty tomou as rédeas, ou melhor, o telefone, e não sossegou enqto não acharam o dito pedido, aprovaram e enviaram de volta para realizar a quimio.
Claro que eu estava assustada. A gente sabe das reações que essa medicação provoca, naúseas, vômitos, dores e nem sei mais o quê. Mas com a consciência que é a caminho para a cura, fomos, lindas e louras, eu e minha fiel escudeira Patty.
A sala onde é realizada a aplicação é extremamente agradável, cores suaves, janelões que dão pra Lagoa do Taquaral, uma tv, enfermeiras competentes, que tratam os pacientes com dedicada atenção e extremo carinho.
Foram quatro saquinhos. Daqueles parecidos com soro, sabe qual, né?
Patty sentou na cadeira ao lado da minha, e enqto a enfermeira preparava a medicação, nos demos as mãos, e qdo a aplicação começou, oramos e choramos.Eu tinha certeza de que naquele momento, além de nós duas ali, outras tantas pessoas estavam conosco, em oração, e durante quase três horas ficamos ali, conversamos, rimos, fizemos planos e confiamos.
E acabou, e voltamos pra casa.
Reações??? Bem, estou hoje no quinto dia pós quimio, e tive dor de cabeça na noite de domingo, e só!
Claro que ainda podem ocorrer reações outras, cair o cabelo deve ser uma delas (não me sabia tão vaidosa, acredita???rs), mas estamos confiantes.
Voltei ao trabalho ontem. Foi muito bom encontrar meus colegas, receber o carinho deles, perceber no olhar da maioria, um certo alívio. É.....essa doença assusta.
Bom, estou bem e confio que Deus esta operando não só no tratamento, como também no propósito desse acontecimento em minha vida, de minha família e amigos.
Afinal, nada é por acaso, não é????


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Mudanças




Algumas já são bem visíveis, por exemplo: o cabelo!
Das longas madeixas alouradas, restam boas lembranças, estavam lindas e continuam, agora guardadas no meu armário, prontas para se tornarem "reversíveis", se é que me entendem.
Agitação sempre foi minha receita. Acordava a 200km por hr. Sempre fui assim. Assustei o então marido, quando na lua de mel, acordei às 6 da manhã! As filhas não eram adeptas e sempre diziam: Mãe, menos, tá? Dá pra ser mais devagar?
Nunca pude. Andei sempre depressa, falei depressa, agitei, fiz, cobrei.
Agora, como diz a canção: Ando devagar porque já tive pressa....
E preciso aprender a esperar.
Esperar a cicatrização, o início da quimio;,a reação da quimio, o resultado da quimio, a analise dos exames, o parecer dos médicos e....... nada disso esta sob meu controle, ou do meu tempo.
Mas, além dessas mudanças, que eu chamaria de comportamento, há outras, que são as que mais me preocupam.
Elas estão ocorrendo dentro de mim, e ao meu redor.
Não fazia parte das minhas preocupações diárias, analisar cada passo e atitude e suas consequências.
Tudo parece que se revestiu de uma grandeza e uma importância até então desconhecida.
Preciso me alimentar bem, meu organismo tem que estar preparado para receber o remédio, que embora devastador, é nossa esperança.
Os pequenos, ou grandes dissabores têm que ser digeridos com calma, estresse ou depressão nessa altura só complicam a situação.
A demora nas respostas, deve ser encarada como maior oportunidade para assimilar o que ocorre ao redor, exercício diário de paciência e perseverança.
Enfim, elas estão aí, a cada minuto, mudanças com as quais tenho aprendido a viver, e a cada dia a lição se torna mais preciosa.
E vamos que vamos.......a quimio vem aí!!!!



domingo, 2 de novembro de 2008

Uma luta

Pois é, começou há exatos dois meses.
Mas nessa última quinta, depois do gongo soar, pelo fim do primeiro round, voltei pro banquinho e, descobri que é a luta mais importante da minha vida.
Claro que essa descoberta me assustou, sensibilizou, emocionou e por que não dizer "me baqueou", jogou no chão, mas não fui a nocaute e nem irei, já vou avisando!!
Meu pai costumava dizer que nas lutas o importante era saber "encaixar" o golpe, ou seja, saber recebê-lo e amenizar o sua força e consequente estrago. Tô fazendo isso.
Será uma luta árdua, dura, eu sei.
Mas tenho do meu lado uma torcida incomparável, que já vem se manifestando desde o início. E tenho mais, meu Deus que nunca me desamparou, e nem o fará, tenho certeza.
Nossa casa tem estado cheia de amigos queridos, telefonemas do Canadá, do Pará, de sampa. Tenho certeza outros ainda virão.
Todos amados, queridos, preocupados e disponíveis para o que der e vier.
A Neide já quer ir a sampa comprar uma peruca pra mim, pode??? Já avisei: só se for loira!!!!! A Michele quer (no dizer dela) subir agora em um avião e vir pra cá!!!
E o cuidado de minhas filhas??? Não dá pra descrever!!! E a ajuda incomparável do Ronaldo???
Todos ótimos, perfeitos!!!
E a maioria ao se despedir de mim, pergunta: O que mais eu posso fazer por vc???

Pois eu vou aqui, responder a vcs todos:

Por favor, não chorem por mim ou comigo!!!!
Briguem (mas não exagere, Emilio!), chamem minha atenção! Eventualmente se eu balançar, fraquejar durante a luta, gritem forte, alto.....me estimulem, jamais passem a mão em minha cabeça, concordando que é duro, dificil.
Sou movida a energia, a desafios, e é isso que espero, que me estimulem na luta, vibrem com minhas vitórias e não me deixem esmorecer em pequenas derrotas.
Porque o mais, meus queridos, vcs já tem feito, demonstrado todo amor e carinho por mim, coisas que não tem preço, eu sei.
E eu os amo muito mais por conta disso, tá???
Então é isso, lutem comigo, please!

domingo, 12 de outubro de 2008

Uma questão de confiança.

"Amo o Senhor, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. Porque inclinou para mim os seus ouvidos, invocá-lo-ei enquanto eu viver" Salmo 116




Este Salmo tem um significado especial em minha vida. Não apenas pela segurança e tranquilidade que o salmista transmite, mas também pelo fato de estar presente em momentos muitos especiais pelos quais passei.


Lembro-me de haver feito um estudo sobre ele, quando ainda era conselheira dos jovens em minha igreja, e ter frisado bastante esta imagem "inclinou ...seus ouvidos".

E ainda hoje, ela me impressiona sobremaneira. A atenção, o carinho demonstrado no ato de se "inclinar". Fico imaginado a figura amorosa do pai, com paciência e atenção, ao se inclinar para ouvir o filho, parando todos os outros afazeres e dedicando-se exlusivamente em atender ao filho. Sempre que me deparo com ela, vem junto à memoria cenas explícitas de carinho paternal que fui alvo.

Embora de temperamento forte, autoritário, aliás genético, meu pai sempre teve esta disposição, de ouvir e atender. Creio que seja característica intrinseca a todos, ou a maioria, dos pais.

Bom, por que estou, em plena manhã de domingo (deveria estar na escola dominical), escrevendo sobre isso? É que estou vivendo um momento delicado de minha vida, relacionado a minha saúde. Os útimos quarenta dias têm sido de exames médicos e consultas. Confesso que extremamente desgastantes, cansativos e às vezes constrangedor.

Mas, ao que tudo indica, estamos na reta final. Nessa segunda feira, dia 13, teremos a definição do procedimento que sera adotado pela equipe médica que esta cuidando de mim. Certo é que será um tratamento cirúrgico que, como se sabe, sempre traz um tanto maior de cuidados.

Meus amigos e familiares, têm-se revezado na preocupação e atenção para comigo. Alguns com a gravidade (??) do caso, outros com minha disposição emocional para enfrentar o que esta por vir. Mas todos, invariavelmente todos, cada um dentro de sua própria fé, tem-se colocado em orações e súplicas pela minha saúde, o quê me enche de alegria e gratidão.

De todos os nomes pelos quais conheço o Senhor, meu Deus (li um texto sobre isso ainda hj, vá lá: http://jamasaindanao.blogspot.com/), no momento tenho usado, e muito, de Pai Eterno, ou da Eternidade. Há momentos em nossa vida que essa noção de eternidade é imprescindível, embora não o sejamos, saber que Ele é, conforta o nosso coração. E a eterna disposição para ouvir, em tempos que os ouvidos, no geral são moucos, e atender, justificam a nossa fé em Seu amor incondicional.

E qual pai que não inclinaria os ouvidos, ouviria e atenderia a um filho em súplica? Mais ainda o nosso Pai Eterno, estará sempre pronto a inclinar seus ouvidos e ouvir as nossas preces, claro que dentro de sua sabedoria e onipotência, pois é certo que "todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus".

Portanto, queridos todos, posso garantir que estou confiando e descansando nas promessas do Pai Eterno, e espero que todos estejam também e, ainda citando o salmista:

" Volta , minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para contigo."



domingo, 28 de setembro de 2008

Saudades do Dr. Alfredo

Não fui uma criança agitada, pelo contrário, mamãe costumava dizer que eu era muito "boazinha", e danados eram os meus irmãos.
Eles certamente não concordavam com isso, porque o quê nossa mãe chamava de "boazinha", eles classificavam como "filhinha da mamãe" e "entreguista", para não dizer "dedo duro". Bastava que ela me questionasse sobre qualquer assunto, inclusive a autoria de certos milagres, para que eu, sem pestanejar entregasse o santo.
Juro que era sem maldade, mas meus irmãos nunca acreditaram nisso.
No entanto, o fato de ser assim, comportada, não me livrou de alguns poucos acidentes infantis.
O primeiro, aos dois anos de idade, brincando de "pula pula" na cama de meus pais, tentei alçar voo e alcançar, com um abraço, minha mãe que passava pela beira da cama. Ganhei três pontos na testa, entre meus olhos, marca que tenho até hoje
O segundo, aos seis anos, estava em um balanço, em nosso quintal, e ouvia meus pais conversando na cozinha, quando num "vem" do vai e vem do balanço, senti um ardor no pé esquerdo. Ganhei seis pontos, e meus pais um grande susto.
São os acidentes que me lembro, no mais, apenas algumas poucas dores de garganta e a catapora, já aos dez anos.
Esses acontecimentos, sempre acompanhados de perto por meus pais, contou com a presença de outra pessoa, o Dr. Alfredo, nosso médico familiar.
Claro que ele era muito mais requisitado pelos meus irmãos, mas acompanhou, medicou e costurou todos os meus incidentes médicos.
Talvez seja por isso que agora, enfrentando esse inusitado momento, cheio de dores, médicos, exames, dúvidas e incertezas, eu tenha me lembrado dele.
Não há mais médicos assim. Todos são especialistas em alguma parte do corpo humano. Um cuida só do estômago, outro dos rins, outro do coração, dos ossos, da cabeça, ou seja, se o "mal" se estender a mais de um órgão, necessária uma junta médica para resolver o problema.
Com certeza o Dr. Alfredo era um sábio, garanto que ele já teria sanado todas as minhas dúvidas e incertezas, além das dores, me deixando tranquila para enfrentar o que esta por vir.

Saudades do tempo do Dr. Alfredo, saudades imensa de meus pais!

sábado, 27 de setembro de 2008

Bolachas - Revista e Corrigida



Tenho me deparado com pessoas, que, por mais que eu tente, não consigo entender. Atitudes e falas que se contradizem, e as danadas não tem manual de instrução, ou se tem, tá em javanês.

Fico me perguntando por que, nessa altura da vida, ainda usamos metáforas, parábolas, mensagens subliminares, indiretas, ao invés de dizer claramente o que queremos ou pensamos!

Isso é um saco! Brincar de faz de conta tem um certo charme, mas como todo excesso, cansa.

Prefiro, sempre, a clareza do dia ou a escuridão da noite, ao lusco-fusco....

A coisa acontece mais ou menos assim: depois de muita canseira, vc conhece "aquela" pessoa, interessante, inteligente, bem humorada, tudo de bom.....

E vc que estava de regime de abstinência, sublimação, dieta rigorosa desde a última extravagância que lhe rendeu uns quilos a mais, por conta daquele chocolate que vc ingeriu para curar a sua deprê/carência/frustação, decide:DANE-SE A DIETA!!

Está mais que convencida que é a melhor decisão da sua vida, esquecer a dieta e "entrar de cabeça" nessa nova e maravilhosa experiência!

Começa então a fase que chamo de "dança do acasalamento" ou " de sedução", ou " de conhecimento", que é demorada, exige paciência, tolerância, sagacidade, e muito, mas muito bom humor, mesmo!

Mas é boa, hein??? Cansativa, mas deliciosa!

Até que, após esse exaustivo período, assim, quase que sem aviso prévio ( vc jura, ??rs), aquela luz vermelha, (sabe, aquela que a gente tem, mas vive ignorando??? É, essa mesmo!) ela não só acende como passa a girar e emitir o som de uma ambulância em horário de rush, e vc acaba por perceber que está diante de um ser que se considera: A ÚLTIMA BOLACHA (RECHEADA) DO PACOTE!

Ah.....claro que vc já ouviu essa expressão! Mas vou te ajudar.Tenho certeza que vc conhece alguém assim, mas se ainda não conheceu, fique preparada para reconhecer quando ela cruzar a sua vida e, fique certa, isso vai acontecer!

É aquela figura que te convida para um passeio, em dia de sol, em um conversível lindo (tá, pode ser uma Ferrari, tudo bem, é um exemplo, vc pode escolher o modelo que quiser, ok???), abre a porta do carro pra vc, fecha, dá a volta, senta ao volante, te dá aquele olhar 42 e 1/2, liga o carro, engata uma primeira, segunda, terceira .....quarta e.......quando vc acha que vai engatar a quinta......deixar o carro deslizando e pegar a sua mão, o engraçadinho puxa o freio de mão e vc....bom, vc continua o passeio, SOZINHA, claro!

É aquele tipo que adora seduzir, que gosta mais de jogar do que de ganhar. E é bom nisso! É o máximo.!
Vamos combinar que ele conhece todas as manhas, os lances, as jogadas......só que na hora de finalizar.....pior que seleção brasileira disputando final.....ou seja, AMARELA!!!!!

Essa é a hora que começam as divagações, os "não sei", os "não tenho tempo" , "o problema sou eu, não vc", " vc é ótima, mas.." e outras coisinhas q vc sabe tão bem quanto eu. E vc passa a se perguntar onde foi parar a tal bolacha, ops....pessoa tão interessante que estava ali até agorinha pouco??????

Deixa te contar uma coisa.......essa criatura, esse ser, REALMENTE é a última bolacha (recheada) do pacote, sabe por quê??? Putz....mas é tão simples, como vc não percebeu isso antes????

Se é a última....é porque ..... SOBROU!!!!

Claro que sobrou!!! Tem, e teve sempre tantas escolhas, que nunca sabe o que quer, tem crise existencial, carrega o mundo nas costas, por esporte!

Quer saber? Cansei desse tipo!

Por quê???? Oras, primeiro porque não sei há qto tempo a sobra tá lá........se o pacote ficou aberto, se tá murcha, quebrada, alguém já tirou o recheio, sei lá......e por fim:

QUEM DISSE QUE EU GOSTO DE BOLACHA RECHEADA???????

Prefiro uma "água e sal" ou "cream craker", são mais confiáveis.

Além do que, de dieta, esqueceu??????


segunda-feira, 22 de setembro de 2008

"...o único afrodisíaco verdadeiramente infalível é o amor. Nada consegue deter a paixão acesa de duas pessoas apaixonadas. Neste caso não importam os achaques da existência, o furor dos anos, o envelhecimento físico ou a mesquinhez das oportunidades; os amantes dão um jeito de se amarem porque, por definição, esse é o seu destino." Isabel Allende

domingo, 21 de setembro de 2008

Não pise na grama




Tenho um gramado imenso em frente a minha casa.
Em dias de céu limpo, gosto de me esticar sobre ele e ficar horas admirando a imensidão azul.
Nesses momentos de pura satisfação, sou como ele, que ao sabor das estações vai se modificando, do verde intenso ao marrom ressequido da época de estiagem.
No entanto, não importa em que estação do ano estejamos, requer sempre cuidados.
No período chuvoso, a terra fica mais fofa,sensível a qualquer ato, que mais violento pode causar profundos prejuízos. Mas é o período em que esta mais viçoso, mais verde, mais bonito.
Na estiagem, a secura excessiva, se não amainada por eventuais jatos de água fresca, podem retardar, em muito, o retorno do viço verde.É quando mais precisa de cuidados, embora não seja a sua melhor fase.
E assim vamos vivendo, cumprindo o ciclo da vida, da chuva a estiagem.
Porém tenho percebido que o tempo (ah, o imperdoável tempo!), tem alterado algumas condições, que eram naturais, trazendo alterações ao cumprimento do ciclo. Seria o aquecimento global? Talvez.
Por conta disso estamos mais sensíveis, ele e eu. Mais propensos a emoções desmedidas, reações inesperadas, suscetíveis a mudanças de humor maiores que as das estações do ano.

Mas o ciclo há que se cumprir, então, em nossa defesa, mandei colocar um aviso, a quem possa interessar:

Por favor, não pise na grama!!







sábado, 13 de setembro de 2008

É apenas uma tentativa, vamos ver no que vai dar!

Pois então, parece que os próximos dias serão de cama e meditação.
Sendo assim, já que dei a idéia, tomei pra mim tb, vou tentar manter o espaço com minhas impressões sobre a vida, pessoas e sentimentos (não necessariamente nesta mesma ordem).